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Toca da Perua (TDP): Como surgiu a idéia da formação do grupo?
Atores á deriva coletivo artístico (ADCA): O Henrique Fontes que é o Dramaturgo e também diretor do espetáculo, Tinha o texto do “A mar aberto” já guardado durante três anos, a principio era um monologo , ele escreveu no formato de carta e ele guardou esse texto e tinha um desejo de montar esse espetáculo, e já tinha trabalhado com todos nós em outros trabalhos, então resolveu nos chamar para formar o elenco, o monologo inicial criou raízes, em vez de ficar um só, ele se expandiu pra cinco personagens, onde tem o narrador que é o capitão José Hermílio que narra no primeiro plano, e tem as vozes dos outros personagens que ai quem assistir vai perceber que a peça ela acontece em dois planos: o plano do real e do presente que é a narrativa do capitão, e o plano do imaginário que são os outros quatro personagens do espetáculo que são vozes da cabeça desse capitão.
TDP: E o espetáculo? Como foi o processo de montagem? Qual o significado do titulo da peça ?
ADCA: Esse duplo sentido que o titulo da peça apresenta, veio para nós como um presente, de inicio o nome do texto era “À BEIRA DO MAR ABERTO” que se dava o nome dessa narrativa que era transformada em monologo, que até então não tinha sido fragmentada, só que depois Henrique lendo um texto de Caio Fernando Abreu, viu que ele tem um conto chamado “À BEIRA DO MAR ABERTO” que trata da mesma questão, ai ele foi modificando as frases, e consultando... Daí tirou BEIRA DO e ficou A MAR ABERTO. Depois num processo de leitura do texto, a gente criou esse link de “A MAR” de amar, amor; e de “A MAR” de estar ao mar. Daí foi que se deu esse nome “A MAR ABERTO”, que caiu como uma luva pra gente, essa coisa da repressão do desejo de estar aberto ao amor, independente de religião, sexo ou raça.
TDP: O que foi mais difícil no processo de montagem da peça ?
ADCA: O mais difícil Para mim (DOC CÂMARA), foi entender a sutileza e a complexidade que o espetáculo traz enquanto ao tema, como tratar essa questão dos desejos e dos conflitos existenciais sobre o desejo de forma delicada, sutil, que tenham uma leitura mais abrangente do que simplesmente reduzir da questão do sexo, da banalidade dos sentimentos. É entender realmente a complexidade desse sentimento, dessa coisa que motiva a gente a encontrar com o outro, e esse encontro se dá em diversos parâmetros, em diversos níveis, desde um colega de trabalho, até ao amor da sua vida, o amor por um filho, pela mãe, alguém que partiu. Então entender a complexidade do tema, e tratar-lo com suavidade, delicadeza e principalmente sinceridade; sinceridade de mim quanto interprete, com o jogo com a dramaturgia, isso foi o mais difícil.
TDP: Vocês têm uma base de quantas apresentações já fizeram?
ADCA: 45 apresentações .
TDP: Quais os Projetos que vocês estão envolvidos?
ADCA: Nós estamos terminando agora o BNB cultural, que é o patrocínio do banco do nordeste, o BNDS que o Banco Nacional do Desenvolvimento Social Econômico e o Governo Federal, Nós mandamos alguns projetos pro banco do Brasil, pra ‘ocupação de espaço’ que é um teatro que fica em São Paulo, estamos à espera do resultado, Mandamos também Mirian Muniz, que a gente mandou um projeto para a região norte, que é Porto Velho, Belém do Pará, e Manaus.
TDP: Como atores, qual a importância que a “mostra de teatro” traz pra cidade, e pra vocês mesmos?
ADCA: Uma amostra como essa onde um grupo da cidade se propõe a agregar dois outros grupos, com dois trabalhos diferentes, de duas formas diferentes de fazer teatro, e colocar tudo numa amostra juntamente com o próprio trabalho deles, eles só vem comprovar que os Caminhos que o teatro facilita e proporciona para as pessoas, é um caminho muito generoso democrático. e de poder falar, Olha aqui também se faz teatro, aqui também se promove coisas e é possível sim a gente ter boas oportunidades com cultura numa cidade quase que ta fora do eixo da capital que ta no meio de uma região onde tem outras cidades que também tem grupos que possam estar vindo apreciar esses espetáculos e que também possam mostrar o seu trabalho, para a cidade mostra uma potencialidade de algo que pode ser ainda maior , é o encontro , esse despertar, esse estalo das possibilidades.
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Entrevista com Atores á Deriva Coletivo Artístico.

Toca da Perua (TDP): Como surgiu a idéia da formação do grupo?
Atores á deriva coletivo artístico (ADCA): O Henrique Fontes que é o Dramaturgo e também diretor do espetáculo, Tinha o texto do “A mar aberto” já guardado durante três anos, a principio era um monologo , ele escreveu no formato de carta e ele guardou esse texto e tinha um desejo de montar esse espetáculo, e já tinha trabalhado com todos nós em outros trabalhos, então resolveu nos chamar para formar o elenco, o monologo inicial criou raízes, em vez de ficar um só, ele se expandiu pra cinco personagens, onde tem o narrador que é o capitão José Hermílio que narra no primeiro plano, e tem as vozes dos outros personagens que ai quem assistir vai perceber que a peça ela acontece em dois planos: o plano do real e do presente que é a narrativa do capitão, e o plano do imaginário que são os outros quatro personagens do espetáculo que são vozes da cabeça desse capitão.
TDP: E o espetáculo? Como foi o processo de montagem? Qual o significado do titulo da peça ?
ADCA: Esse duplo sentido que o titulo da peça apresenta, veio para nós como um presente, de inicio o nome do texto era “À BEIRA DO MAR ABERTO” que se dava o nome dessa narrativa que era transformada em monologo, que até então não tinha sido fragmentada, só que depois Henrique lendo um texto de Caio Fernando Abreu, viu que ele tem um conto chamado “À BEIRA DO MAR ABERTO” que trata da mesma questão, ai ele foi modificando as frases, e consultando... Daí tirou BEIRA DO e ficou A MAR ABERTO. Depois num processo de leitura do texto, a gente criou esse link de “A MAR” de amar, amor; e de “A MAR” de estar ao mar. Daí foi que se deu esse nome “A MAR ABERTO”, que caiu como uma luva pra gente, essa coisa da repressão do desejo de estar aberto ao amor, independente de religião, sexo ou raça.
TDP: O que foi mais difícil no processo de montagem da peça ?
ADCA: O mais difícil Para mim (DOC CÂMARA), foi entender a sutileza e a complexidade que o espetáculo traz enquanto ao tema, como tratar essa questão dos desejos e dos conflitos existenciais sobre o desejo de forma delicada, sutil, que tenham uma leitura mais abrangente do que simplesmente reduzir da questão do sexo, da banalidade dos sentimentos. É entender realmente a complexidade desse sentimento, dessa coisa que motiva a gente a encontrar com o outro, e esse encontro se dá em diversos parâmetros, em diversos níveis, desde um colega de trabalho, até ao amor da sua vida, o amor por um filho, pela mãe, alguém que partiu. Então entender a complexidade do tema, e tratar-lo com suavidade, delicadeza e principalmente sinceridade; sinceridade de mim quanto interprete, com o jogo com a dramaturgia, isso foi o mais difícil.
TDP: Vocês têm uma base de quantas apresentações já fizeram?
ADCA: 45 apresentações .
TDP: Quais os Projetos que vocês estão envolvidos?
ADCA: Nós estamos terminando agora o BNB cultural, que é o patrocínio do banco do nordeste, o BNDS que o Banco Nacional do Desenvolvimento Social Econômico e o Governo Federal, Nós mandamos alguns projetos pro banco do Brasil, pra ‘ocupação de espaço’ que é um teatro que fica em São Paulo, estamos à espera do resultado, Mandamos também Mirian Muniz, que a gente mandou um projeto para a região norte, que é Porto Velho, Belém do Pará, e Manaus.
TDP: Como atores, qual a importância que a “mostra de teatro” traz pra cidade, e pra vocês mesmos?
ADCA: Uma amostra como essa onde um grupo da cidade se propõe a agregar dois outros grupos, com dois trabalhos diferentes, de duas formas diferentes de fazer teatro, e colocar tudo numa amostra juntamente com o próprio trabalho deles, eles só vem comprovar que os Caminhos que o teatro facilita e proporciona para as pessoas, é um caminho muito generoso democrático. e de poder falar, Olha aqui também se faz teatro, aqui também se promove coisas e é possível sim a gente ter boas oportunidades com cultura numa cidade quase que ta fora do eixo da capital que ta no meio de uma região onde tem outras cidades que também tem grupos que possam estar vindo apreciar esses espetáculos e que também possam mostrar o seu trabalho, para a cidade mostra uma potencialidade de algo que pode ser ainda maior , é o encontro , esse despertar, esse estalo das possibilidades.
Toda a produção do blog agradece a grupo pela entrevista ! Esperamos nos encontrar de novo ! Parabéns pelo trabalho de vocês !
BLOG DO GRUPO : COLETIVO ARTISTICO ATORES Á DERIVA
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